“Dá-me filhos, senão morrerei!” - Um ventre para o avivamento

segunda-feira, 3 de julho de 2017 Nenhum comentário




Uma jovem e um jovem de dezessete anos podem se achar biologicamente preparados para gerar um filho, e podem até estar casados, mas isso por si só não justifica a geração de um filho. É preciso ver se eles teriam segurança financeira para cuidar de todas as necessidades que surgissem. E será que se encontram suficientemente amadurecidos para criar o menino no caminho em que deve seguir? Se houvesse um avivamento em certas igrejas “biblicamente fundamentadas”, ele acabaria em uma semana, pois onde estariam as mães para cuidar dos bebês em Cristo? Quantos de nossos crentes sabem tirar uma pessoa das trevas e conduzi-las para a luz?
O nascimento de uma criança é precedido de meses de esforço, cuidados e preparos em que a mãe carrega seu bebê, até passar pelo penoso trabalho de parto. O nascimento de um filho espiritual também é assim. Jesus orou por sua igreja, mas, depois, para que ela nascesse, ele teve de entregar a própria vida. Também Paulo orava “noite e dia, com máximo empenho” pela igreja. Mas não só isso; ele sofreu o trabalho de parto em relação a pecadores. E Sião só deu à luz filhos quando passou pelas dores do parto. E embora hoje muitos estejam falando de arrependimento e nascer de novo, quantos deles poderiam dizer o mesmo que Paulo: “Mesmo que vocês tivessem milhares de tutores na fé cristã, não poderiam ter mais de um pai. Pois, quando levei a vocês o evangelho, eu me tornei o pai de vocês na vida que vivem em união com Cristo Jesus. ” 1Co. 4.15 NTLH. Então ele os gerou na fé. Ele não diz apenas que orou por eles, mas dá a entender que sofreu a dor do parto por eles. Se o número de nascimentos físicos fosse igual ao de nascimentos espirituais, a raça humana estaria hoje quase extinta.
É verdade que a ciência conseguiu diminuir em muito o sofrimento de um parto hoje, em relação ao que nossas mães enfrentaram. Mas ela nunca conseguirá reduzir a duração dos longos meses de espera, necessários para a criança ser formada. E assim também, nós, os pregadores, tentamos criar métodos mais fáceis para levar os perdidos à conversão e as pessoas a uma experiência com o Espírito.
Para que ocorra o milagre, para que haja um verdadeiro avivamento e uma alma seja regenerada é preciso trabalho de parto.
Assim como na gravidez a criança em desenvolvimento causa incômodos no corpo da mãe, assim também o “corpo” do avivamento que cresce na igreja causa incômodos nela. A mulher que aguarda o nascimento de um filho se cansa mais à medida que o dia se aproxima (e muitas vezes passa noites em claro, e derrama lágrimas). Assim também, muitas vezes, os intercessores sentem o peso das iniquidades da nação, e derramam a alma perante Deus em favor dela altas horas da noite. Há casos em que a mulher grávida perde a vontade de alimentar-se, ou é obrigada a abster-se de certos alimentos em benefício da vida que carrega no ventre. Assim também os crentes que se sentem envergonhados com a esterilidade da igreja fazem jejuns e são levados, por um grande amor aos perdidos, a permanecer em silenciosa intercessão perante o Senhor. Da mesma forma como as mulheres, até certo tempo atrás, procuravam evitar aparecer em público quando se aproximava a hora do parto, também aqueles que sofrem a dor de parto pelos perdidos procuram o recolhimento para buscar a face do Deus santo.
Não existe uma “fórmula única” para avivamento. Embora nasçam crianças todos os dias em toda a parte, sempre da mesma forma, são todas diferentes umas das outras. Assim também em todas as eras tem havido avivamentos, gerados pelo mesmo processo: angústia de alma, oração incessante e preocupação com a esterilidade. Mas todos eles são diferentes entre si.
Foram as mulheres estéreis da Bíblia que geraram os homens mais nobres das Escrituras. Sara, que foi estéril até a idade de noventa anos, gerou Isaque. Raquel, em resposta ao seu clamor: “Dá-me filhos, senão morrerei”, gerou José, que foi o libertador da nação. A esposa de Manoá gerou a Sansão, outro libertador. Ana, de alma abatida, chorou no santuário, fez uma promessa a Deus, perseverou em oração, ignorou a zombaria de Eli, derramou a alma perante Deus, e foi atendida, pois gerou a Samuel, que se tornou um profeta de Israel. Ruth, que além de estéril era viúva, encontrou misericórdia diante do Senhor e gerou a Obede, que gerou a Jessé, que por sua vez foi o pai de Davi, de cuja linhagem veio nosso Salvador. Isabel, que era já bastante idosa, gerou a João Batista, a respeito de quem Jesus afirmou que não havia profeta maior que ele, dentre os nascidos de mulher. Se essas mulheres não tivessem se sentido humilhadas pelo fato
A minha oração nesses dias é que Deus levante uma geração descrita no Salmo 27:4. Uma geração de uma só coisa. Que se depara com a realidade ao seu redor e não tira os olhos daquele que é o único que pode mudar as circunstâncias. E que principalmente acredita que através da oração tudo pode ser mudado.
Chegou a hora de unirmos nossas orações com a do Espirito Santo, chegou o momento de vivermos o que Jesus disse quando o noivo seria arrancado. O Espírito e a noiva dizem: Vem!

A paternidade de Deus na Igreja e em Casa

sábado, 23 de julho de 2016 Nenhum comentário
COMUNIDADE CRISTÃ PRECURSORA – MIKE BICKLE

A paternidade de Deus na Igreja e em Casa

I. O CORAÇÃO PATERNO DE DEUS: UMA APLICAÇÃO TRIPLA

A. Premissa: As verdades a cerca do coração de Deus como pai, se aplicam a cada crente.
Aplicamos estas verdades ou princípios de três formas.

Primeiro: pessoalmente, como filhos de Deus, aplicamos ao receber do nosso Pai celestial.
Segundo: em casa, como pais, aplicamos com nossos filhos, sabendo que muitos dos princípios relacionados à paternidade de Deus, são os mesmos para pais e mães.
Terceiro: na igreja, aplicamos ao disciplinarmos jovens crentes.

B. Jesus nunca foi fisicamente um pai, mas é chamado de Pai Eterno porque Ele expressou o coração do Pai. Ele possuía um coração paternal sendo um homem jovem e solteiro (Is. 9:6; Mc.10:13-16).

6…seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno... (Is. 9:6)

C. Encorajo os jovens a decidirem em seus corações, serem pais espirituais para crentes mais jovens (em vez de buscar um pai espiritual). No início da década dos anos 70, os líderes do meu grupo de jovens, nos encorajaram a buscar uns poucos crentes jovens, para iniciar um pequeno grupo de discipulado. Chamamos o grupo de “fazer discípulos”, mas na realidade nos tornamos pais espirituais dos mais jovens.

D. A Grande Comissão é um chamado para ensinar pessoas. O discipulado, ou a paternidade espiritual, serve para ajudar as pessoas a crescerem em Cristo, para que possam eles mesmos se alimentar da palavra, escutar de Deus para suas próprias vidas, tomar decisões piedosas, ministrar a outros, e discipular os crentes mais jovens.

II. O ESPÍRITO DE ELIAS: CONVERTENDO O CORAÇÃO DOS PAIS AOS FILHOS

A. Nos últimos tempos, o Espírito restaurará o coração do pai na igreja. Existe uma crise de paternidade em casa, e na igreja. Esta é a primeira geração onde os filhos são mais influenciados fora de casa do que dentro dela. A solução começa com entender e receber o coração de Deus para nossas vidas pessoais e em seguida expressá-la aos outros.

5 Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor.
6 Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e dos filhos aos pais… (Mal. 4:5-6)

B. Espírito Profético: Deus é um pensador criativo; Ele “pensa fora do molde”. Os sonhos proféticos nos permitem receber parte do seu plano criativo para esta geração. Ele colocou você na terra para ser parte do milagre da sua igreja nos últimos tempos, que tocará as nações. Os dons de cada pessoa representam parte do plano de Deus para eles. Peça ao Senhor um sonho ou uma visão relacionada à sua missão em Deus, para trazer mudança na vida de outros e na sociedade. Deus está levantando uma geração que receberá sua sabedoria criativa para suas vidas e ministérios. Ele está levantando pais que irão criar um contexto onde outros possam funcionar em seu ministério, mesmo fora de igrejas com estruturas organizadas.

C. Deus tem um plano para cada indivíduo, cidade e nação. Ele nos dá novas ideias para nossas escolas, para o mercado, meios de comunicação, etc. O diabo dá ideias criativas para fazer o mal. Cerca de 98% das pessoas são seguidoras da sociedade, são moldados por ela. São zumbis culturais, tomam decisões influenciadas pelos meios de comunicação. Os meios de comunicação são os maiores assassinos de sonhos, onde raramente participamos dos sonhos do outro.

D. Tenha como objetivo buscar a revelação do Pai e expressá-la a outros. Muitos estão dispostos a caminhar nesta verdade, mas sinceramente não sabem como se relacionar com Deus como Pai, nem como se relacionar com outros como Pai. Devemos aprender isto e ensiná-la aos crentes de todas as idades.

E. Existem várias expressões válidas de paternidade espiritual. Algumas estão mais envolvidas do que outras. Por exemplo, um pai investirá mais em seus próprios filhos do que em liderar um pequeno grupo de discipulado. Não encare isso como “tudo ou nada”, mas invista em outros de acordo com a graça e o tempo que possui sem negligenciar essas pequenas expressões.

III. DOZE PRINCÍPIOS: EM RELAÇÃO A DEUS, FAMÍLIA E OUTROS

A. Existem muitos princípios de paternidade espiritual. Estes incluem edificar relacionamentos, afirmar, evocar, preparar, animar, corrigir, perseverar, celebrar, prover, tomar a iniciativa de reconciliação, e permanecer nas dificuldades das batalhas, pressões e contratempos.

B. Princípio 1 - Construir Relacionamentos: O relacionamento baseado em amizade, não é o mesmo que ser colegas ou amigos que se relacionam ao redor de entretenimento. Investimos em outros de acordo com o clamor de seus corações e suas paixões.

C. Princípio 2 - Afirmar: Nossa maior necessidade emocional é a segurança em ser apreciado. Há poder quando falamos bênçãos sobre outros. Saber que Deus tem prazer na misericórdia nos dá confiança. (Mq. 7:18).

D. Princípio 3 - Evocar (lembrar, chamar): Imaginar e inspirar outros a agir.

E. Princípio 4 - Preparar: Treiná-los em como fazer, dando-lhes responsabilidades e supervisionando-os.

F. Princípio 5 - Animar: Falar palavras de vida e mostrar-lhes a perspectiva de Deus.

G. Princípio 6 - Servir: Encontrar a grandeza dos outros com um espírito de servo. Nosso objetivo é ver sua grandeza na vontade de Deus em vez de vê-los como recursos para ajudar a nossa visão.

H. Princípio 7 - Corrigir: Sinalizar pontos cegos sem provocar raiva (Ef. 6:4).

I. Princípio 8 - Perseverar: Ser paciente e gentil com as falhas e não desistir deles.

J. Princípio 9 - Celebrar: Apoiar outros emocionalmente e desfrutar as bênçãos de Deus sobre eles.

K. Princípio 10 - Prover: Investir nossos recursos (tempo e dinheiro) em outros de forma prática.

L. Princípio 11 - Tomar a iniciativa na reconciliação: Tomar iniciativa, sendo humildes nos conflitos.

M. Princípio 12 – Apoiar nas dificuldades: Apoiar os outros em suas dificuldades, batalhas e contratempos.

A independência de Deus

segunda-feira, 28 de março de 2016 Nenhum comentário

Deus não precisa de nós nem do restante da criação para nada; porém, tanto nós quanto o restante da criação podemos glorificá-lo e dar-lhe alegria. Esse atributo de Deus é às vezes chamado existência autônoma ou aseidade (das palavras latinas a se, que significam “de si mesmo”).
             Deus é absolutamente independente e auto-suficiente.
"No princípio... Deus..." (Gênesis 1:1). Houve um tempo, se é que podemos chamar "tempo", em que Deus, na unidade de Sua natureza, habitava só (embora subsistindo igualmente em três pessoas divinas). "No princípio... Deus...". Não existia o céu, onde agora se manifesta particularmente a Sua glória. Não existia a terra, que Lhe ocupasse a atenção, Não existiam os anjos, que Lhe entoassem louvores, nem o universo, para ser sustentado pela palavra do Seu poder. Não havia nada, nem ninguém, senão Deus; e isso, não durante um dia, um ano ou uma época, mas "desde sempre". Durante uma eternidade passada, Deus esteve só: completo, suficiente, satisfeito em Si mesmo, e não necessitava de nada.
Deus não estava sob coação, nem obrigação, nem necessidade alguma de criar. Resolver fazê-lo foi um ato puramente soberano de Sua parte, não produzido por nada alheio a Si próprio; não determinado por nada, senão o Seu próprio beneplácito (Demonstração de consentimento e/ou aprovação; autorização; concordância.
Aprovação de alguma coisa por uma instância superior.), já que Ele "faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade" (Efésios 1:11). O fato de criar foi simplesmente para a manifestação da Sua glória.

Concluindo podemos dizer que a importância disto é que, é impossível submeter o Todo-poderoso a qualquer obrigação para com a criatura; Deus nada ganha da nossa parte. Porém Cristo nos inclui nesta relação e nos faz participantes da glória do Pai (Jo. 17:22)



Conhecer a Deus é a maior riqueza de um homem

sábado, 19 de março de 2016 Nenhum comentário

23Não deixem que os sábios se orgulhem da sua sabedoria. Não deixem que os heróis se orgulhem das suas proezas não deixem os ricos se orgulharem das suas riquezas.24 Se é para se orgulhar, orgulhem-se disso: Que vocês me conhecem e me compreendem. Eu sou o Eterno e ajo com amor Leal. Faço o que é certo, corrijo as coisas e as tornos justas e tenho prazer naqueles que fazem o mesmo. É assim que eu sou” É o decreto do eterno. (Jr. 9:23-24)

   Um conhecimento espiritual de Deus é a maior de todas as riquezas de cada criatura humana. Necessitamos algo mais que um conhecimento teórico de Deus. Só conhecemos verdadeiramente a Deus em nossa alma, quando nos rendemos a Ele, quando nos submetemos à Sua autoridade e quando os Seus preceitos e mandamentos regulam todos os pormenores da nossa vida. "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor..." (Oséias 6:3), "Se alguém quiser fazer a vontade dele... conhecerá" (João 7:17). "... o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas" (Daniel 11:32). O fundamento de todo conhecimento verdadeiro de Deus só pode ser a clara compreensão mental de Suas perfeições, segundo revelam as Escrituras Sagradas. Não nos é possível servir nem adorar a um Deus desconhecido, nem depositar nEle a nossa confiança. Ele não é um ser a ser estudado e sim conhecido. Tampouco o intelecto pode conhecer a Deus. "Deus é espírito..." (João 4:24) e, portanto, só pode ser conhecido espiritualmente. Um Deus tal não pode ser encontrado mediante investigação; só pode ser conhecido quando revelado ao coração por meio do Espírito Santo e  por meio da Palavra.

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