A Chave para o santuário interior

sábado, 30 de maio de 2015 1 Comentário

Oração meditativa
Precisamos entender que Jesus é o nosso Sacerdote, para nos perdoar e interceder por nós. É o nosso profeta para nos ensinar e apontar o caminho. Ele é o nosso rei para nos governar. Nosso pastor para cuidar e nos guiar. Falar sobre oração e meditação sem antes entender isso, seria como construir uma bela casa sobre a areia. O teólogo anglicano Jeremy Taylor declarou.
“A meditação é a língua da alma e a linguagem do nosso espirito.”
O que acontece na oração meditativa é que criamos espaço emocional e espiritual, permitindo assim que Cristo construa um santuário no interior do nosso coração.
2 Co. 3:16Certamente vocês sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês.
A oração meditativa é a chave de acesso a esse santuário interior, que também é um santuário portátil, que é levado para tudo o que somos e tudo o que fazemos.
Consequentemente a oração meditativa tem dois impacto. Em primeiro lugar a meditação transforma a nossa personalidade. Da mesma maneira que alguém se expõe diariamente aos raios solares e adquire as vitaminas necessárias para a pele. Da mesma maneira quem se expõe a presença de Deus por meio da meditação adquire as vitaminas necessárias para a transformação do homem interior. A segunda consequência é que a meditação nos conduzirá para dentro do nosso mundo comum com maior perspectiva e equilíbrio. William Penn afirmou:
“A verdadeira santidade não afasta os homens do mundo, mas capacita a viver melhor nele e os estimula a se esforçarem para melhorar o ambiente onde vivem”
O Bispo russo Teófanes disse:
“Orar é fazer a mente descer até o coração, e lá permanecer, perante a face do Senhor, que é Onipresente, que tudo vê dentro de você.”
E uma das formas mais fácil de descermos com a mente ao coração é através da nossa imaginação. A imaginação é uma ferramenta fantástica para desenvolver meditação. Há algumas poucas pessoas que conseguem meditar em um vazio desprovido de imagens. Mas a maioria precisa se firmar solidamente nos sentidos. Teresa de Ávila disse:
“Não conseguia fazer reflexões usando meu entendimento, mas consegui, apesar das dificuldades, fazer uma imagem de Cristo dentro de mim. Fiz muitas coisas simples desse tipo. Creio que minha alma ganhou muito com isso, porque comecei a praticar oração antes mesmo de saber o que ela é”
A imaginação nos ajuda a ancorar nossos pensamentos e focalizar a atenção. Alguns dizem que a imaginação não é confiável e pode até mesmo ser usada pelo maligno. A imaginação assim como todas as nossas faculdades, participou da queda. Da mesma forma como ele santifica a nossa razão, Ele também pode santificar a nossa imaginação e usa-la para seus bons propósitos.
Para se alcançar essa chave chamada oração meditativa existe alguns passos básicos a serem desenvolvidos:
Concentração – Acredito que essa é uma das grandes dificuldade mas a ideia central é deixar de lado toda distração que compete com a presença de Deus, uma dica é comece assentando-se em um lugar confortável. Torne-se consciente da presença de Deus no lugar onde você encontra. Quando tentamos nos aquietar parece que todos os pensamentos tentam assaltar a nossa mente. Muitas vezes quando começo a meditar entro na presença de Deus totalmente reverente. Quando me dou conta chega também ao meu lado na presença de Deus a conta de luz, o aluguel e o trabalho que ficou pendente. Tirando a minha concentração dEle. Falaremos mais a frente sobre esses problemas práticos. Mas precisamos abrir mão de sermos possessivos e convidarmos o Senhor para nos possuir, de tal forma, que somos verdadeiramente crucificados com Cristo.
Contemplar ao Senhor – Enquanto o contemplamos, nos aquecemos em sua presença, como uma pessoa que se deita ao sol. É frequente haver em nosso interior anseios e inspirações que não podem ser expressos por completo através da linguagem humana. Em determinados momentos o dom de língua, torna-se o canal pelo qual o nosso espirito entra em contato com aquele que está assentado no trono.
A oração que ouve – Quando experimentamos a graça unificadora de concentrar-se e a graça libertadora de contemplar o Senhor, somos conduzidos a terceira dica da oração meditativa, que é a oração que ouve. Enquanto esperamos diante do pai, Ele nos dá, bondosamente, um espirito pronto e quebrantado a receber ensinamentos.
Fica então essa dica para pensarmos por enquanto.

Concentração leva á Contemplação que leva ao Quebrantamento.

O quarto do choro / The weeping room

quarta-feira, 4 de março de 2015 Nenhum comentário

Por Jennifer Miller

Um dia enquanto eu orava, o Senhor começou a abrir meus olhos para um encontro espiritual. Eu me vi sendo levada para o céu. Diante de mim puder ver uma casa enorme com muitos cômodos. Eu percebi rapidamente que aquela era “a Casa do meu Pai”. Eu sentia o amor do Pai me atraindo, então comecei a correr pra entrar na casa. Quando entrei o Senhor foi me mostrando vários cômodos, todos cheios de significado espiritual.
Ele silenciosamente me convidou para entrar com ele no cômodo mais lindo de toda a casa – o quarto da intimidade. Era um ambiente lindo e extravagante. Quando entrei no quarto fiquei maravilhada com tanto amor e queria ficar ali pra sempre. No Espírito eu ouvia outras pessoas (outros cristãos) nos diferentes cômodos da casa. Alguns estavam estudando na biblioteca; outros, se embebedando na adega espiritual. Fiquei um pouco surpresa por todos não estarem no quarto da intimidade, já que era o lugar mais lindo da casa.
Enquanto eu admirava a câmara de intimidade, notei uma portinha no chão, bem ao lado da cama. Pareceu-me estranho pois não era sofisticado e não combinava com o resto do quarto. Eu perguntei ao Senhor por que a porta estava ali e Ele me disse que a porta era uma passagem para outro cômodo da casa. Perguntei porque esta porta estava tão próxima da parte mais linda do quarto, a cama. Ele respondeu: “Ela fica aí porque eu passo a maior parte do meu tempo lá embaixo.” Fiquei muito curiosa, por isso perguntei o que ficava lá embaixo. Ele disse que se chamava o “Quarto do Choro”.
Apesar de não parecer o tipo do cômodo onde eu gostaria de ficar, havia um clamor no meu coração dizendo: “se é lá que o Senhor passa a maior parte do seu tempo, é lá que eu quero estar.” Eu perguntei se podia descer com Ele, ao que Ele respondeu: “Poucos escolhem ir pra lá. Não é bonito como este cômodo, é solitário, não é muito confortável e você precisa se abaixar muito para passar pela porta. Eu disse que não me importava com as condições para chegar; eu só queria estar onde Ele estivesse.
Então abrimos a portinha e começamos a lentamente descer e chegar no quartinho. Precisei me ajoelhar porque a porta era muito pequena. Quando entramos no quarto a decoração era simples. Só tinha uma pequena cadeira de madeira. Uma das janelas dava pra fora. O Senhor sentou na cadeira e começou a olhar. Logo pude perceber por que este cômodo se chamava quarto do choro.
Olhando pela janela dava pra ver e ouvir cada clamor das pessoas da Terra. Dava pra ver todos os atos de injustiça ao mesmo tempo. Cada criança com fome, pedindo a Deus o alimento, todas as mulheres que são estupradas, cada gemido dos rejeitados... eu podia ouvir todas as orações, todos os clamores ao mesmo tempo. O Senhor, sentava na sua cadeira, via e ouvia.
De uma vez fui tomada pela intercessão e comecei a chorar. Chorei durante horas. Chorei pelos que estavam feridos mas até mais que isso – eu estava desconcertada com este Deus que escolhia prestar atenção e estava cheio de compaixão. Enquanto eu sentava e chorava com o Senhor, comecei a compreender Seu coração e minha ambição egoísta começou a desaparecer.
Enquanto estava naquele lugar notei que havia uma outra porta no quarto do choro. Eu perguntei ao Senhor o que ficava naquele quarto. Ele disse que era o “quarto da estratégia”. Ele falou estas palavras e eu logo senti no meu espírito que aquele era o cômodo onde a estratégia divina para o avivamento dos últimos tempos estava disponível. Apesar da porta estar fechada, eu podia reconhecer que a Sabedoria e a Revelação estavam ali.
Plantas celestiais foram abertas para vermos o cumprimento do Seu reino vindo à terra naquele cômodo. Era como se aquele fosse o quarto escondido pelo qual todos procuram. Todos querem ter estratégias divinas. Eu imediatamente perguntei se poderia ir naquele cômodo e o Senhor disse de forma sóbria que eu não “passaria pela porta”. Eu então compreendi que precisava passar tempo no quarto do choro. À medida que eu fosse compreendendo o coração de Deus pelos pobres e quebrantados, então a minha natureza almática seria despida e eu seria pequena o bastante para passar pela porta.
 Naquele momento tudo ficou claro. Esta era a única maneira de acessar a estratégia divina. A partir de um local de intimidade, Deus nos convida a um nível mais profundo – Ele nos convoca a um quarto de choro – um local onde escolhemos ver o que Ele vê e sentir o que Ele sente. E à medida que passamos tempo conhecendo o coração de Deus, as coisas da nossa carne vão sendo despidas até que nos tornamos pequenos o bastante para passar pela porta que nos leva ao quarto da estratégia.
Eu tive este encontro há mais de dois anos mas eu creio que Deus está direcionando muitos da igreja a irem de um lugar de intimidade para o choro. Isto vai leva-los ao quarto da estratégia. Na verdade, nós não saímos do quarto da intimidade; somente descobrimos os níveis mais profundos. Muitos já se renderam ao quarto do choro e têm buscado de forma extravagante o coração que Deus tem pelos quebrantados – agora estes têm sido convidados ao quarto da estratégia.
Eu tive um outro há pouco mais de um ano no qual ouvi uma voz alta que dizia, “Chegou a hora!” e no Espírito eu vi o quarto da estratégia com a porta aberta. Deus está nos convidando para conhecer a estratégia divina que vai liberar uma colheita global de almas e estabelecer a revelação do Seu reino na terra através de santos vitoriosos.
Creio que entrando no “quarto da estratégia” seremos constrangidos e movidos pelo que vimos e sentimos no quarto do choro. Eu tenho a impressão de que alguns entraram no quarto da estratégia antes de nós. Infelizmente a maioria rapidamente se esqueceu pra quê a estratégia era usada e a usaram para construir seu próprio reino (Ageu 1,3-7). Deus está levantando uma companhia de cristãos que sentem repulsa pela ideia de construírem seu próprio reino. Esta companhia vai ter os corações marcados por paixão e compaixão. Estes são os que Deus quer liberar para o quarto da estratégia. “Chegou a hora!”


Segredos da oração em grupo

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015 Nenhum comentário


O segredo da oração eficaz

Se o tempo de oração em grupo se limita a várias pessoas orando individualmente sem muita consideração de uns com os outros, fazendo suas orações como se mais ninguém estivesse ali, podemos sugerir alguns motivos de oração e mandar cada um para casa, para dedicar meia hora de joelhos no lugar secreto. Isso evitaria o deslocamento das pessoas sem necessidade e teria o mesmo valor. O tempo de oração apropriado tem uma ordem e um plano que ocorre como resultado da presença de Jesus em nosso meio. Nessa reunião, a vontade e a mente do cabeça resultam em uma sensação de estar juntos e em harmonia. Para isso temos algumas dicas bem práticas para se alcançar esse objetivo em grupo.
Ñ       Uma das chaves é a mutualidade e reciprocidade nas orações; apoiar as orações uns dos outros é vital, Á medida que se ouve, sabe-se que a unção está ali, pois vemos uma clareza e uma autoridade naquela oração. Muitas vezes pensamos: “Já podemos parar de orar. Essa oração tinha tanta autoridade, foi tão clara, que não precisamos mais orar sobre esse assunto”. Quando na verdade devemos apoiar e sustentar a oração feita com unção. Precisamos entender que em Ap. 5:8 diz que há “harpas e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos”. Precisamos continuar enchendo essa taça para que ela seja derramada sobre a terra.
Ñ       O princípio da concordância: Quando outro estiver orando por alguém ou alguma coisa, não ore junto muito menos mais alto, apenas concorde em oração. É mais eficaz, e isso prova a unidade de pensamento. Como disse Jesus: “o que dois ou três concordarem”
Ñ        Toda oração tem que ser vertical; Toda oração autentica é vertical. A oração horizontal consiste em dar informações por meio da oração e se destina ao consumo humano, e não à atenção de Deus. Exemplo: “Oh, Senhor, oramos pela dona Conceição, que mora na Rua dos Canários, numero 12, terceiro andar. O marido dela quebrou a perna, o bebe dela está no hospital com bronquite, o filho dela está se envolvendo no crime, e ela está em uma necessidade extrema” Seria muito engraçado se o próprio Deus, interrompesse a oração e disse-se: “Você está querendo apresentar a Dona Conceição para não abençoa a pessoa errada? ”Deus não é diplomata ou politico para uma oração de apresentação. Ele sabe quem são as pessoas e como são.
Ñ        Seja objetivo, não faça rodeios; Não existe nada mais eficaz para acabar com a oração em grupo do que as infindáveis orações de alguns santos. O senhor Jesus disse: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Na oração particular, é claro, no lugar secreto, pode-se orar por uma hora ou mais. Não há problema quanto a isso. Contudo, se uma pessoa orar esse tempo em oração em grupo, ela acabará com qualquer reunião de oração!
Ñ        Tente não pregar, apenas ore; em um ambiente coletivo de oração, pregamos mais a Jesus do que oramos a Ele. O problema é que a reunião em grupo parece um prato cheio para os pregadores frustrados ou com poucas oportunidades de expressar o que pensam. Contudo é espantoso alguém pregar a Deus. Isso revela uma falta de conhecimento da presença do Senhor. Na oração coletiva peça a Deus, apenas peça, bata e busque, que Deus te ouvirá.
Ñ       Evite orações do tipo “lista de compras” ou a oração “volta ao mundo”: Ex.: A pessoa começa a orar por avivamento e a pregação na África; depois ora por uma família muito necessitada na cidade; depois ora por um irmão que se desviou e está na Argentina. Os próximos a orarem fazem a mesma coisa. Se isso ocorre no lugar secreto, o Senhor ministraria nosso coração para que tivéssemos cura na nossa mente, pois estamos confusos e completamente desorganizados. Ao invés disso tudo, estabeleça motivos claros de oração. Avançando de um tema a outro mas sempre juntos. E combinamos essas coisas com a ação do Espírito.
Ñ       Ore sempre pro coletivo: Se insistimos em usar constantemente os pronomes pessoais da primeira pessoa do singular na oração em grupo, isso se torna a negação do funcionamento do corpo de Cristo. Jesus nos ensinou a orar: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha a nós o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal”

Por não praticarmos a oração em grupo de uma forma eficaz, há diversos grupos que não avançam por não viverem essa realidade, todas as obras e esforços empregados se tornam ineficaz, pelo fato de o corpo não está ligado ou querendo a mesma coisa que a cabeça em oração.


Eu não creio que tenha havido um tempo em nossa história em que mais precisamos conhecer sobre intercessãoLance Lambert

O jejum que diz: Volta logo !

sábado, 17 de janeiro de 2015 Nenhum comentário


Jejum, símbolo de fome por Deus

Imagina se recebemos uma promessa de casamento, em que nosso pretendente nos diz que irá prepara a casa em que vamos morar, mas não podemos ir juntos para conhecer ou se quer dar um palpite na decoração da casa. Ele sai, mas sem data prevista para voltar, diz que vai mostrar alguns indícios quando estiver tudo pronto e nos promete deixar algo que vai amenizar a dor da saudade, e sempre que sentirmos sua falta, este algo estaria aqui para simbolizar que ele não nos abandonou e que temos uma promessa de casamento.
            Acredito que a nossa reação não seria passiva e sem esperança com relação a sua volta. Mas sim de um coração ansioso e cheio de expectativa, para não só conhecer o nosso lar preparado com tanto amor e dedicação, mas também para matarmos a saudade da presença física do nosso noivo. Compensar cada minuto longe da sua presença física.
Mas ao não comer, através da disciplina do jejum, olhamos para o futuro com uma dor no coração, dizendo: "Sim, ele veio. E sim, o que fez por nós é glorioso". Mais precisamente por causa do que vimos e provamos, sentimos agudamente tanto a sua ausência quanto a sua presença. O noivo partiu e não está mais aqui. Ele estava aqui, e nos amou ao máximo. E nós podemos comer e até celebrar com um banquete porque ele veio. Mas também sabemos disso: Ele não está aqui da maneira que estava antes. O noivo partiu numa jornada um pouco antes do casamento, a noiva não pode agir como se estivesse tudo normal. Se ela o ama, desejará ansiosamente que ele volte. Existe uma pergunta por traz do jejum, “nós sentimos falta dele?”, “quão ansiosos estamos pela volta dele?”
            Quando o nosso noivo voltar, ele nos encontrará esperando, ou distraídos com outras coisas que não envolve o nosso casamento? Se estivermos atarefados com outras coisas que não envolve o tão aguardado dia, não é de admirar, então, que a pergunta sobre o jejum pela vinda do noivo seja raramente feita. Se o clamor em si não existe, por que alguém chegaria pelo menos a pensar em expressá-lo com jejum? Como ele mesmo disse:” Quando porém, vier o Filho do Homem, porventura, achará fé na terra?”
            Se estamos ansiosos pela sua volta, precisamos externar esse sentimento. E o jejum é uma das formas de expressa-lo. Vamos juntos expressar dia e noite, com o coração vibrante e apaixonado o quanto que nós ansiamos pelo dia do casamento. Aquele que testifica estas coisas diz: “Certamente, cedo venho. Amém! Ora! Vem, Senhor Jesus!

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