A paternidade de Deus na Igreja e em Casa

sábado, 23 de julho de 2016 Nenhum comentário
COMUNIDADE CRISTÃ PRECURSORA – MIKE BICKLE

A paternidade de Deus na Igreja e em Casa

I. O CORAÇÃO PATERNO DE DEUS: UMA APLICAÇÃO TRIPLA

A. Premissa: As verdades a cerca do coração de Deus como pai, se aplicam a cada crente.
Aplicamos estas verdades ou princípios de três formas.

Primeiro: pessoalmente, como filhos de Deus, aplicamos ao receber do nosso Pai celestial.
Segundo: em casa, como pais, aplicamos com nossos filhos, sabendo que muitos dos princípios relacionados à paternidade de Deus, são os mesmos para pais e mães.
Terceiro: na igreja, aplicamos ao disciplinarmos jovens crentes.

B. Jesus nunca foi fisicamente um pai, mas é chamado de Pai Eterno porque Ele expressou o coração do Pai. Ele possuía um coração paternal sendo um homem jovem e solteiro (Is. 9:6; Mc.10:13-16).

6…seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno... (Is. 9:6)

C. Encorajo os jovens a decidirem em seus corações, serem pais espirituais para crentes mais jovens (em vez de buscar um pai espiritual). No início da década dos anos 70, os líderes do meu grupo de jovens, nos encorajaram a buscar uns poucos crentes jovens, para iniciar um pequeno grupo de discipulado. Chamamos o grupo de “fazer discípulos”, mas na realidade nos tornamos pais espirituais dos mais jovens.

D. A Grande Comissão é um chamado para ensinar pessoas. O discipulado, ou a paternidade espiritual, serve para ajudar as pessoas a crescerem em Cristo, para que possam eles mesmos se alimentar da palavra, escutar de Deus para suas próprias vidas, tomar decisões piedosas, ministrar a outros, e discipular os crentes mais jovens.

II. O ESPÍRITO DE ELIAS: CONVERTENDO O CORAÇÃO DOS PAIS AOS FILHOS

A. Nos últimos tempos, o Espírito restaurará o coração do pai na igreja. Existe uma crise de paternidade em casa, e na igreja. Esta é a primeira geração onde os filhos são mais influenciados fora de casa do que dentro dela. A solução começa com entender e receber o coração de Deus para nossas vidas pessoais e em seguida expressá-la aos outros.

5 Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor.
6 Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e dos filhos aos pais… (Mal. 4:5-6)

B. Espírito Profético: Deus é um pensador criativo; Ele “pensa fora do molde”. Os sonhos proféticos nos permitem receber parte do seu plano criativo para esta geração. Ele colocou você na terra para ser parte do milagre da sua igreja nos últimos tempos, que tocará as nações. Os dons de cada pessoa representam parte do plano de Deus para eles. Peça ao Senhor um sonho ou uma visão relacionada à sua missão em Deus, para trazer mudança na vida de outros e na sociedade. Deus está levantando uma geração que receberá sua sabedoria criativa para suas vidas e ministérios. Ele está levantando pais que irão criar um contexto onde outros possam funcionar em seu ministério, mesmo fora de igrejas com estruturas organizadas.

C. Deus tem um plano para cada indivíduo, cidade e nação. Ele nos dá novas ideias para nossas escolas, para o mercado, meios de comunicação, etc. O diabo dá ideias criativas para fazer o mal. Cerca de 98% das pessoas são seguidoras da sociedade, são moldados por ela. São zumbis culturais, tomam decisões influenciadas pelos meios de comunicação. Os meios de comunicação são os maiores assassinos de sonhos, onde raramente participamos dos sonhos do outro.

D. Tenha como objetivo buscar a revelação do Pai e expressá-la a outros. Muitos estão dispostos a caminhar nesta verdade, mas sinceramente não sabem como se relacionar com Deus como Pai, nem como se relacionar com outros como Pai. Devemos aprender isto e ensiná-la aos crentes de todas as idades.

E. Existem várias expressões válidas de paternidade espiritual. Algumas estão mais envolvidas do que outras. Por exemplo, um pai investirá mais em seus próprios filhos do que em liderar um pequeno grupo de discipulado. Não encare isso como “tudo ou nada”, mas invista em outros de acordo com a graça e o tempo que possui sem negligenciar essas pequenas expressões.

III. DOZE PRINCÍPIOS: EM RELAÇÃO A DEUS, FAMÍLIA E OUTROS

A. Existem muitos princípios de paternidade espiritual. Estes incluem edificar relacionamentos, afirmar, evocar, preparar, animar, corrigir, perseverar, celebrar, prover, tomar a iniciativa de reconciliação, e permanecer nas dificuldades das batalhas, pressões e contratempos.

B. Princípio 1 - Construir Relacionamentos: O relacionamento baseado em amizade, não é o mesmo que ser colegas ou amigos que se relacionam ao redor de entretenimento. Investimos em outros de acordo com o clamor de seus corações e suas paixões.

C. Princípio 2 - Afirmar: Nossa maior necessidade emocional é a segurança em ser apreciado. Há poder quando falamos bênçãos sobre outros. Saber que Deus tem prazer na misericórdia nos dá confiança. (Mq. 7:18).

D. Princípio 3 - Evocar (lembrar, chamar): Imaginar e inspirar outros a agir.

E. Princípio 4 - Preparar: Treiná-los em como fazer, dando-lhes responsabilidades e supervisionando-os.

F. Princípio 5 - Animar: Falar palavras de vida e mostrar-lhes a perspectiva de Deus.

G. Princípio 6 - Servir: Encontrar a grandeza dos outros com um espírito de servo. Nosso objetivo é ver sua grandeza na vontade de Deus em vez de vê-los como recursos para ajudar a nossa visão.

H. Princípio 7 - Corrigir: Sinalizar pontos cegos sem provocar raiva (Ef. 6:4).

I. Princípio 8 - Perseverar: Ser paciente e gentil com as falhas e não desistir deles.

J. Princípio 9 - Celebrar: Apoiar outros emocionalmente e desfrutar as bênçãos de Deus sobre eles.

K. Princípio 10 - Prover: Investir nossos recursos (tempo e dinheiro) em outros de forma prática.

L. Princípio 11 - Tomar a iniciativa na reconciliação: Tomar iniciativa, sendo humildes nos conflitos.

M. Princípio 12 – Apoiar nas dificuldades: Apoiar os outros em suas dificuldades, batalhas e contratempos.

A independência de Deus

segunda-feira, 28 de março de 2016 Nenhum comentário

Deus não precisa de nós nem do restante da criação para nada; porém, tanto nós quanto o restante da criação podemos glorificá-lo e dar-lhe alegria. Esse atributo de Deus é às vezes chamado existência autônoma ou aseidade (das palavras latinas a se, que significam “de si mesmo”).
             Deus é absolutamente independente e auto-suficiente.
"No princípio... Deus..." (Gênesis 1:1). Houve um tempo, se é que podemos chamar "tempo", em que Deus, na unidade de Sua natureza, habitava só (embora subsistindo igualmente em três pessoas divinas). "No princípio... Deus...". Não existia o céu, onde agora se manifesta particularmente a Sua glória. Não existia a terra, que Lhe ocupasse a atenção, Não existiam os anjos, que Lhe entoassem louvores, nem o universo, para ser sustentado pela palavra do Seu poder. Não havia nada, nem ninguém, senão Deus; e isso, não durante um dia, um ano ou uma época, mas "desde sempre". Durante uma eternidade passada, Deus esteve só: completo, suficiente, satisfeito em Si mesmo, e não necessitava de nada.
Deus não estava sob coação, nem obrigação, nem necessidade alguma de criar. Resolver fazê-lo foi um ato puramente soberano de Sua parte, não produzido por nada alheio a Si próprio; não determinado por nada, senão o Seu próprio beneplácito (Demonstração de consentimento e/ou aprovação; autorização; concordância.
Aprovação de alguma coisa por uma instância superior.), já que Ele "faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade" (Efésios 1:11). O fato de criar foi simplesmente para a manifestação da Sua glória.

Concluindo podemos dizer que a importância disto é que, é impossível submeter o Todo-poderoso a qualquer obrigação para com a criatura; Deus nada ganha da nossa parte. Porém Cristo nos inclui nesta relação e nos faz participantes da glória do Pai (Jo. 17:22)



Conhecer a Deus é a maior riqueza de um homem

sábado, 19 de março de 2016 Nenhum comentário

23Não deixem que os sábios se orgulhem da sua sabedoria. Não deixem que os heróis se orgulhem das suas proezas não deixem os ricos se orgulharem das suas riquezas.24 Se é para se orgulhar, orgulhem-se disso: Que vocês me conhecem e me compreendem. Eu sou o Eterno e ajo com amor Leal. Faço o que é certo, corrijo as coisas e as tornos justas e tenho prazer naqueles que fazem o mesmo. É assim que eu sou” É o decreto do eterno. (Jr. 9:23-24)

   Um conhecimento espiritual de Deus é a maior de todas as riquezas de cada criatura humana. Necessitamos algo mais que um conhecimento teórico de Deus. Só conhecemos verdadeiramente a Deus em nossa alma, quando nos rendemos a Ele, quando nos submetemos à Sua autoridade e quando os Seus preceitos e mandamentos regulam todos os pormenores da nossa vida. "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor..." (Oséias 6:3), "Se alguém quiser fazer a vontade dele... conhecerá" (João 7:17). "... o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas" (Daniel 11:32). O fundamento de todo conhecimento verdadeiro de Deus só pode ser a clara compreensão mental de Suas perfeições, segundo revelam as Escrituras Sagradas. Não nos é possível servir nem adorar a um Deus desconhecido, nem depositar nEle a nossa confiança. Ele não é um ser a ser estudado e sim conhecido. Tampouco o intelecto pode conhecer a Deus. "Deus é espírito..." (João 4:24) e, portanto, só pode ser conhecido espiritualmente. Um Deus tal não pode ser encontrado mediante investigação; só pode ser conhecido quando revelado ao coração por meio do Espírito Santo e  por meio da Palavra.

Problemas práticos de resolver na meditação

quinta-feira, 11 de junho de 2015 Nenhum comentário

Oração meditativa
Sempre mantenho comigo um bloco de notas e simplesmente escrevo as tarefas que aparecem competindo por minha atenção, até que todas tenham se revelado. Se um assunto em particular se intromete seguidamente em nossa meditação, devemos perguntar a Deus se Ele quer nos ensinar alguma coisa através da intromissão, ou seja, podemos receber o intruso e transforma-lo no objeto da meditação.
Outro ponto é a questão do sono, se você se pega caindo no sono quando tenta meditar, em vez de repreender e ficar condenado, aceite esse sono com gratidão, pois sem dúvida, precisa dele. Você pode pedir ao Senhor que ensine e ministre ao seu espírito enquanto você dorme. Com o tempo você perceberá que o problema diminuiu. Mas se você é daqueles que não gosta de esperar para ver acontecer, uma dica que eu dou é, medite em pé se possível andando para despertar. Isso pode te ajudar a manter a constância.
Outro ponto a ser tratado e uma preocupação muito grande, é o medo de influências espirituais malignas. 1 Jo 4:4 diz “Maior o que está em nós do que o que está no mundo.” Os poderes malignos são grandes, mas o poder de Cristo é maior. Daniel quando orou no capitulo 9 de seu livro, ele não brigou com os demônios que estavam nas regiões dos ares. Ele simplesmente perseverou em oração. O que aprendemos com Daniel é que não é função nossa brigar com os demônios e sim dos anjos.
Mais uma questão pratica muito comum, se relaciona com o lugar reservado para a meditação. Todo lugar é sagrado para o Senhor, além doa mais somos santuário móveis. O melhor que fazemos é encontrar um local belo, que seja calmo, confortável e livre de distração emocional e físico.
Mais um ponto, é o tempo de duração da meditação. Esse ponto é mais uma questão de experiência pessoal e prontidão interior. É melhor ter porções pequenas e digeridas totalmente, do que tentar se empanturrar e sofrer uma indigestão. Comece dando pequenos passos para que haja progressão com relação ao tempo de meditação.
Outra questão é sobre a melhor hora para meditação. Você encontrará seu próprio ritmo. Descubra um horário em que seu nível de energia esteja no máximo e dedique exatamente esse tempo, o melhor do seu dia.
E por ultimo, mas não menos importante, é a postura. A solução é o que é mais adequado para você. Mas se estamos distraídos demais e sem contato com coisas espirituais, uma postura cuidadosamente escolhida, pode nos ajudar a dar atenção ao Espírito, ou seja, ajoelhar pode ser um facilitador. A posição relaxada demais comunica falta de atenção. Procure um acento que te ajude a se posturar melhor.
Escrever as tarefas que competem com a atenção de Jesus, não cair no sono, não se deixar influenciar pela presença maligna, ter um ótimo lugar de meditação com um ótimo tem de duração a melhor hora do dia e uma boa postura reverente, são apenas boas ferramentas que vão te ajudar a chegar nEle. Sem ter a intenção de encontrar com ele, tudo o que foi citado se torna liturgia e religião. Mas se você já encontrou aquele que é o objetivo da sua meditação esqueça tudo o que falamos, e vai curtir a presença dele. Pois ele é o fim de toda a disciplina espiritual Ele é digo da sua atenção e da sua companhia.

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